Mirelle Pinheiro

Segunda fase da operação foi deflagrada pela PF nesta quinta (17/9). Foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão e um de prisão

Letícia Guedes
17/09/2026 13:21
Reprodução/Web
Antes de deflagrar a segunda fase da Operação Arena, a Polícia Federal (PF) foi às ruas, em 13 de agosto deste ano, na primeira fase da ação policial, para cumprir mandados contra o advogado Nelson Wilians e a Pixbet. Nesta quinta (17), os investigadores prenderam Diomar Tadeu Dantas de Farias, sócio da empresa paraibana.
A prisão de Farias ocorre na segunda fase da operação, deflagrada nesta quinta-feira (17). Ele foi localizado pelos investigadores em Jacumã, na Paraíba (PB).
Na primeira fase da operação, os policiais cumpriram um mandado de busca e apreensão na mansão de Nelson, em SP. Aquela fase também envolveu medidas de quebra dos sigilos telemático e bancário dos investigados e o sequestro de bens e valores de até R$ 1,1 bilhão.
Aquela, no entanto, não foi a primeira vez que Wilians foi alvo de uma ação policial. Em julho deste ano, ele foi alvo de mandados de busca e apreensão em uma operação do Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos (Cira/SP).
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Ele também é investigado no caso da fraude do INSS, revelado pelo Metrópoles.
Em setembro de 2025, a casa e o escritório de Nelson Wilians também foram alvo de buscas da PF durante a Operação Cambota, segunda fase da Operação Sem Desconto. A investigação apura um esquema de descontos indevidos em aposentadorias e pensões do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Na ocasião, o ex-sócio do advogado, Fernando dos Santos Andrade Cavalcanti, também foi alvo de busca.
Operação Arena
Nesta quinta (17), a PF cumpriu cinco mandados de busca e apreensão e um de prisão preventiva, além de medidas de sequestro de bens, nas cidades paraib
Segundo a Receita Federal, empresas constituídas no exterior teriam sido utilizadas para justificar elevadas remessas internacionais de recursos, embora os elementos reunidos indiquem, em tese, a inexistência de atividades econômicas compatíveis com os valores movimentados.
De acordo com os indícios apurados, o grupo teria empregado mecanismos sofisticados envolvendo empresas nacionais e estrangeiras, instituições de pagamento, operações de câmbio, ativos digitais e outras estruturas financeiras, com o propósito de dificultar a identificação da origem e da destinação dos recursos.
A investigação também identificou possíveis indícios de omissão de rendimentos e de utilização de estruturas empresariais destinadas a reduzir ou evitar, de forma irregular, a tributação incidente sobre as atividades desenvolvidas.
A Receita ressaltou que, embora a exploração de apostas de quota fixa tenha passado por recente processo de regulamentação no Brasil, os elementos reunidos indicam que atividades relacionadas ao setor já vinham sendo exercidas anteriormente, com indícios de utilização de mecanismos destinados a ocultar operações, receitas e beneficiários finais.


