Esporte / Seleção Brasileira

Contra a Austrália, técnico chega a sua 19ª partida no comando da Amarelinha

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Raphinha jogará centralizado no ataque da seleção no segundo amistoso contra a Austrália — Foto: Rafael Ribeiro/CBF
Cobrado a fazer a seleção se impôr em campo e ser mais eficiente no ataque, o técnico Carlo Ancelotti mexeu na frente para o segundo amistoso com a Austrália, às 7h (de Brasília). O setor perde um homem e volta a ser formado por um trio. Saem Endrick e Estêvão e entra apenas Rayan, que se junta a Vini Jr e Raphinha. Uma formação inédita — o que, na verdade, não chega a ser novidade.
O ataque que começa a partida em Brisbane é o 15º da era Ancelotti, que chega à 19ª partida. Apenas três formações foram usadas mais de uma vez. Um reflexo da dificuldade do técnico para encontrar um time.
Dos três ataques que se repetiram, dois contavam com quatro jogadores. Um deles era formado por Matheus Cunha, Raphinha, Gabriel Martinelli e Vini Jr. Foi usado na vitória sobre Paraguai, a primeira da seleção sob o comando de Ancelotti; e na derrota para a França, antes da Copa.
No outro, Vini Jr e Cunha tiveram a companhia de Rodrygo e de Estêvão. Esta formação foi usada em três jogos: na goleada sobre a Coreia do Sul, na vitória sobre Senegal e no empate com a Tunísia.
Estes dois triunfos estão entre aquelas que podem ser consideradas as melhores atuações da seleção com o italiano. Em comum, o fato de ter contado com Cunha e Rodrygo, que sabem tanto atuar mais recuados como fazer a função de falso 9. O que amenizava um dos maiores problemas da seleção e como ele afeta o ataque: a ausência do meia articulador.
A terceira formação que se repetiu foi na Copa, com Rayan, Vini e Cunha nas vitórias sobre Escócia e Japão. Só não foi utilizada no jogo seguinte, contra a Noruega, porque Lucas Paquetá se lesionou. E, de novo, a ausência de um meia afetou na frente.
Diversos motivos levaram às 15 variações no ataque, como suspensão, lesão e a necessidade de fazer testes. Mas também passa pela falta de convicção num sistema de jogo.
Nesta terça, além da mudança nas peças, outra novidade é a função de Raphinha, que nunca atuou como referência do ataque na seleção de Ancelotti. Mas é a forma de jogar com a qual ele faz o melhor começo de temporada de sua carreira, com 14 gols em oito partidas pelo Barcelona.
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