A Polícia Civil do Ceará (PCCE) informou que, até essa segunda-feira (28/9), 28 pessoas foram ouvidas no inquérito que investiga a morte da estudante de direito Isabelle Caracristi, de 22 anos, que ocorreu em 13 de setembro, no bairro Aldeota, em Fortaleza (CE).O namorado da jovem, João Munhoz Neto, de 34, está preso de forma preventiva suspeito de induzi-la ao suicídio.Também há atualizações sobre o trabalho pericial. Segundo a Perícia Forense do Ceará (Pefoce), mais dois laudos referentes às circunstâncias da morte de Isabelle foram concluídos, totalizando ao menos 13 exames.5 imagensFechar modal.1 de 5João Munhoz à esquerda e Isabelle à direitaImagem cedida ao Metrópoles2 de 5A estudante de direito foi encontrada morta na noite de 13 de setembroReprodução / Redes sociais3 de 5Isabelle à esquerda e João à direitaImagem cedida ao Metrópoles4 de 5Isabelle foi encontrada morta no pátio do condomínio onde moravaReprodução / Redes sociais5 de 5João Munhoz Neto, namorado da estudante de direitoReprodução/Redes SociaisAté o momento, a perícia mantém a hipótese de suicídio, ou seja, que Isabelle tenha se jogado voluntariamente do 23º andar. O resultado preliminar foi divulgado à imprensa após o laudo cadavérico de Isabelle apontar politraumatismo por ferimentos compatíveis com o impacto da queda no solo.Como a perícia trabalha no caso?Peritos estiveram no apartamento, no terraço do prédio e no ponto onde o corpo de Isabelle caiu na noite da ocorrência.Isabelle passou por uma necropsia detalhada, além de exames para verificar aspectos relacionados à violência de gênero.A necropsia não identificou gravidez.Não foram encontradas substâncias de interesse no organismo da jovem.Os exames de necropsia, toxicológico e do local foram concluídos antes do prazo legal e encaminhados à autoridade responsável pelo inquérito.O trabalho segue com o propósito de esclarecer as circunstâncias da morte, assim como a cronologia de ações que antecederam o possível suicídio. Mais de 700 vídeos de câmeras de segurança do condomínio estão sendo analisados.Celulares e dispositivos eletrônicos seguem sendo analisados. Ao todo, 20 peritos e auxiliares de perícia atuam no caso.Entenda o casoIsabelle Caracristi, estudante de direito, foi encontrada morta no pátio do Condomínio La Piazza no bairro Aldeota, em Fortaleza (CE), em 13 de setembro. Leia também Na MiraIsabelle Caracristi: namorado procurou celular após morte da jovem BrasilCaso Isabelle Caracristi: o que falta esclarecer sobre a morte da jovem Na MiraCaso Isabelle Caracristi: carro de cunhado da jovem é vistoriado pela PCCE BrasilCaso Isabelle: delegado diz que namorado controlava rotina da vítima Segundo a mãe da vítima, Isorlanda Caracristi, a família soube da tragédia por conta própria. Ela disse que a última mensagem trocada com Isabelle foi em 13/9, pouco antes de anoitecer.Isorlanda começou a suspeitar de que havia algo errado quando Isabelle não respondeu as mensagens e não atendeu as ligações após aquela noite. Sem conseguir contato e desesperada, a mãe e o irmão (tio da vítima) foram até o condomínio onde o casal morava.Ao ameaçarem chamar a polícia na portaria, foram levados à sala da síndica, que confirmou que Isabelle havia morrido durante a madrugada e que o corpo estava no IML.Namorado presoJoão Munhoz Neto, namorado de Isabelle, foi preso preventivamente em 22/9 para “garantir a instrução criminal e a aplicação da lei penal”. O homem havia prestado depoimento na noite anterior e voltou a ser ouvido após a prisão.O celular dele foi apreendido e está sendo analisado pelos investigadores. Além de João depuseram a mãe, o irmão e a namorada do irmão, além de um amigo.Além deles, prestaram depoimento uma amiga de Isabelle, uma moradora e a síndica do prédio. Conforme a defesa de Munhoz, mesmo em relacionamento com Isabelle, o cliente é casado com outra mulher.Conforme a advogada dele, no entanto, o homem não morava mais com a esposa e havia iniciado um processo de divórcio amigável.













