Mirelle Pinheiro

Além do dinheiro, os agentes apreenderam veículos. Ao todo, foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão nos estados de SP e MT

Giovanna Sfalsin, Letícia Guedes

17/09/2026 13:22
Divulgação/PF
Uma sacola de lixo e uma caixa de papelão com cerca de R$ 300 mil em espécie, foram apreendidos pela Polícia Federal (PF) durante a operação que investiga possíveis irregularidades na destinação de aproximadamente R$ 40 milhões em recursos do Conselho Federal de Odontologia (CFO). Além do dinheiro, os agentes apreenderam veículos.
A ação deflagrada nesta quinta-feira (17/9) tem o objetivo de aprofundar as investigações sobre a destinação dos recursos. Segundo a corporação, os valores teriam sido repassados a uma empresa privada responsável pela gestão de investimentos.
Como divulgado pelo Metrópoles, o desvio milionário envolveu diretores e ex-diretores da entidade em repasses à empresa Solstic Capital, Investimentos e Participações Ltda., do empresário Flávio Batel, morto em novembro de 2024.
Durante as buscas, foram apreendidos cerca de R$ 300 mil em espécie e veículos
As apurações apontam que, à época, o empresário Carlos Alberto Kubota teria lucrado, ao menos, R$ 8 milhões de comissão pelo investimento milionário feito pelo Conselho Federal de Odontologia (CFO) em um suposto esquema de pirâmide financeira. Ao todo, a operação irregular movimentou cerca de R$ 100 milhões entre 2021 e 2022.
A investigação, no entanto, apontou que a empresa não possuía autorização do Banco Central nem da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para operar no mercado financeiro.
Entre no canal de WhatsApp da Coluna Mirelle Pinheiro
Operação
Ao todo, foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão nos estados de São Paulo e Mato Grosso. As ordens foram expedidas pela 12ª Vara da Justiça Federal Criminal do Distrito Federal.
A Justiça também determinou o bloqueio de até R$ 57 milhões em contas e bens ligados às pessoas físicas e jurídicas investigadas, incluindo ex-dirigentes do CFO e empresários.
As investigações identificaram movimentações financeiras consideradas atípicas, como dispersão dos valores recebidos, transferências entre empresas e pessoas relacionadas aos investigados e remessas internacionais.
A PF apura possíveis irregularidades na aplicação dos recursos e a participação dos investigados nas movimentações financeiras.


