Cabeça de Gestor com Rodrigo Heilberg, da Hix Capital - Há oportunidade em meio a desânimo com Bolsa

Para gestora, empresas desalavancadas, bem administradas e pouco ligadas ao PIB oferecem proteção no cenário atual.

Confira o resumo que a LE.IA, a IA do Estadão, fez pra você

O Ibovespa deve reagir ao índice PCE dos EUA, influenciando expectativas sobre a política monetária do Fed. Espera-se alta de 0,6% no PCE de agosto. No Brasil, o Banco Central divulga o resultado fiscal de agosto, com previsão de déficit de R$ 14,6 bilhões. O IBGE apresenta o IPP de agosto. Internacionalmente, o PIB dos EUA do segundo trimestre é revisado para 1,5%. Na terça, o Ibovespa subiu 0,46%, impulsionado por commodities, enquanto o dólar caiu 0,18%.

O Ibovespa hoje hoje tem como principais referências a inflação dos Estados Unidos e uma nova pesquisa eleitoral no Brasil. O índice de preços de gastos com consumo (PCE), medida de inflação acompanhada de perto pelo Federal Reserve (Fed), pode mexer com as expectativas para os juros americanos, enquanto a agenda doméstica traz o resultado fiscal do setor público e levantamento Indexa/Broadcast.

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A projeção é de alta de 0,6% no PCE cheio em agosto, após avanço de 0,2% em julho. Em 12 meses, a expectativa é de aceleração de 2,6% para 3,7%. Já o núcleo do PCE, que exclui os preços de alimentos e energia, deve subir 0,3% no mês e 3,3% em 12 meses. A divulgação ocorre em um momento em que o mercado também acompanha os sinais de atividade e emprego nos Estados Unidos.

No Brasil, o principal destaque da agenda também envolve contas públicas. Às 8h30 (de Brasília), o Banco Central divulga o resultado fiscal do setor público consolidado de agosto, com expectativa de déficit primário de R$ 14,6 bilhões, após superávit de R$ 1,36 bilhão em julho. O número será acompanhado pelos investidores em meio às discussões sobre a trajetória fiscal do País e pode influenciar a percepção de risco e os juros futuros.
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Ainda pela manhã, às 9h, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulga o Índice de Preços ao Produtor (IPP) de agosto. O indicador acompanha a variação dos preços recebidos pelos produtores e pode contribuir para a leitura sobre as pressões de custos na economia brasileira.
A agenda política também pode influenciar os ativos de risco, com a divulgação de uma pesquisa eleitoral do Instituto Indexa em parceria com a Broadcast, em meio à proximidade do primeiro turno das eleições, marcado para o próximo domingo (4). Os levantamentos vêm sendo acompanhados pelo mercado diante dos possíveis impactos das perspectivas para a política econômica e as contas públicas a partir de 2027.
Na agenda internacional, além do PCE, os investidores acompanham a terceira leitura do Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos no segundo trimestre.
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No mesmo horário, saem dados de renda pessoal e gastos com consumo de agosto, que ajudam a medir a força da demanda na economia americana. Mais cedo, às 9h, o relatório da ADP mostra a criação de vagas no setor privado em setembro, com expectativa de 71 mil postos, ante 38 mil em agosto.
Os estoques de petróleo dos EUA também podem movimentar as ações das empresas ligadas à commodity. O mercado chega ao indicador após o petróleo recuar no pregão anterior: o WTI para novembro caiu 3,48%, a US$ 89,38 por barril, enquanto o Brent para dezembro recuou 1,71%, a US$ 96,16. O comportamento dos preços seguirá relevante para Petrobras (PETR3; PETR4) e outras petroleiras da B3.
PCE dos EUA e nova pesquisa eleitoral concentram as atenções do mercado. Foto: Adobe Stock
O que movimentou o Ibovespa nesta terça-feira (29)
No pregão anterior, o Ibovespa subiu 0,46%, aos 183.827,59 pontos, apesar da queda das bolsas de Nova York. O dólar à vista recuou 0,18%, a R$ 5,2170.
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No mercado de trabalho, a taxa de desemprego ficou em 5,3% no trimestre encerrado em agosto, em linha com a mediana das projeções. Já o Caged mostrou a criação de 165.827 vagas formais, acima das expectativas de cerca de 93 mil.
Nas contas públicas, o governo central registrou déficit primário de R$ 13,6 bilhões em agosto, resultado melhor que a mediana de R$ 14,15 bilhões projetada pelo mercado.
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Em Nova York, os índices terminaram o dia em baixa. O Dow Jones caiu 0,25%, o S&P 500 recuou 0,16% e o Nasdaq perdeu 0,09%. O mercado também repercutiu o relatório Jolts, que mostrou a abertura de 7,079 milhões de vagas nos EUA em agosto, abaixo das 7,205 milhões esperadas pelos analistas.
A seguir, confira a agenda desta quarta-feira (30):
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