O governo do Japão anunciou nesta sexta-feira a criação de uma equipe dedicada a simular ciberataques utilizando inteligência artificial (IA) para identificar falhas em sistemas tecnológicos. A medida ocorre em meio a uma corrida global de organizações para conter os riscos provocados por vulnerabilidades críticas na linguagem de programação PHP, que sustenta grande parte da internet.

Japão usará inteligência artificial para simular ciberataques após falhas globais no PHP
Japão usará inteligência artificial para simular ciberataques após falhas globais no PHP · Imagem: Source: olhardigital.com.br

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Japão usará inteligência artificial para simular ciberataques após falhas globais no PHP
Japão usará inteligência artificial para simular ciberataques após falhas globais no PHP · Imagem: Source: olhardigital.com.br

Sites governamentais e corporativos em todo o mundo saíram do ar nesta semana após a revelação de falhas na ferramenta, gerando milhões de tentativas de invasão e obrigando operadores a protegerem ou desligarem temporariamente suas plataformas.

A extensão da interrupção foi destacada pela SoftBank, terceira maior operadora móvel do Japão, que informou a suspensão temporária de seu sistema de alerta de emergência para celulares. Com isso, clientes deixaram de receber avisos antecipados para terremotos, alertas de tsunami e informações de desastres e evacuação enquanto ocorrem as manutenções. O Japão é um dos países mais propensos a terremotos no mundo e atualmente enfrenta a aproximação do tufão Champi na província de Okinawa. A SoftBank informou que os usuários ainda podem obter avisos de terremoto por meio de serviços alternativos, como um aplicativo de sua divisão Yahoo.

Diante do cenário, o ministro da Indústria japonês, Ryosei Akazawa, defendeu uma mudança estratégica:

Um ataque pode ser bem-sucedido ao passar por apenas uma brecha… por essa razão, é importante que mudemos nossa mentalidade e pensemos sob a perspectiva do atacante. Os defensores também precisam usar a IA e responder proativamente, mantendo-se um passo à frente.

Por outro lado, críticos como Nobuo Miwa, presidente da empresa de cibersegurança S&J Corp, avaliaram a resposta governamental como lenta, comparando-a a “tentar enfrentar um bombardeiro com uma lança de bambu”.

Impacto nos serviços e retomada gradual

Os desligamentos de emergência realizados esta semana de Tóquio a Helsinque atingiram serviços bancários, aéreos, ferroviários, fiscais e governamentais, marcando um dos testes mais severos para as tecnologias tradicionais que mantêm a web funcionando.

No Japão, empresas como a corretora Nomura, o grupo financeiro Mitsubishi UFJ, a companhia aérea ANA e a East Japan Railway (JR East) suspenderam temporariamente alguns serviços online. Órgãos públicos como o Ministério das Finanças, a Agência Nacional de Impostos e a Agência Meteorológica também interromperam parte de suas plataformas digitais.

Nesta sexta-feira, a JR East informou que alguns serviços do grupo já foram retomados e que o restante voltará à normalidade após a confirmação de segurança. A Nippon Paint aplicou um patch preventivo e teve seu site normalizado.

Especialistas em cibersegurança ressaltam que a IA está ajudando criminosos a automatizarem desde a varredura por vulnerabilidades de software até a criação de campanhas de phishing, tornando os ataques mais rápidos, baratos e difíceis de rastrear.

Beatriz Campos

Beatriz Campos é jornalista formada pela Universidade São Judas Tadeu e jornalista do Olhar Digital.

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Tags: Japão PHP