Bruno Hashimura foi morto no último dia 30, após uma briga de trânsito

3 out 2026 - 10h07

Compartilhar

- Por: Redação Terra

Bruno Hashimura San Juliano, de 23 anos, era aluno do 4º semestre do curso na Universidade de Taubaté (Unitau) e foi morto durante uma briga de trânsito.

Foto: Reprodução/Redes sociais / Estadão

A mãe do estudante de Medicina Bruno Hashimura San Juliano espera por justiça. O jovem de 23 anos foi morto a tiros por um bombeiro militar na última quarta-feira, 30, após uma briga de trânsito em Taubaté, no interior de São Paulo. A Polícia Civil pediu a prisão do suspeito Marcos Paulo Fujarra de Oliveira, de 28, mas espera a decisão judicial.

- Receba as principais notícias direto no WhatsApp! Inscreva-se no canal do Terra

"As balas do Bruno estão em mim, não estão mais no meu filho. Eu peço pelos outros jovens que estão conosco. Que a gente lute pela verdade, eu acredito na Justiça", declarou Soraia Hashimura à TV Vanguarda, afiliada da TV Globo.

O crime ocorreu na Avenida Professor Walter Thaumaturgo, conhecida como Avenida do Povo. Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), Oliveira é suspeito de atirar contra Juliano após uma discussão de trânsito.

Imagens de câmeras de segurança mostram o estudante correndo pela calçada, no sentido contrário ao dos veículos, enquanto leva a mão ao peito depois de ser baleado. Ele chegou a ser socorrido, mas morreu no hospital.

Imagens mostram Bruno Hashimura San Juliano correndo após ser baleado durante uma briga de trânsito em Taubaté.

Foto: Reprodução/Câmeras de segurança / Estadão

Soraia contou à emissora que o carro onde o filho estava no momento em que ocorreu a confusão tinha um valor sentimental, pois foi um presente do avô paterno do rapaz. O carro era usado para ir à faculdade.

"Quando meu pai viu que ele ia e vinha com o carrinho velho na [Rodovia Presidente]Dutra, meu pai falou: 'Sô, eu quero deixar esse carro para o Bruno. Eu falei: 'Não, pai, de jeito nenhum. Ele falou: Eu vou deixar para o Bruno porque o carro dele não está seguro, é um carro velho, perigoso. Ele pega essa Dutra todos os dias'", relatou a mãe.
Bruno é descrito por Soraia como um rapaz alegre e divertido. “Em casa, não tinha um dia com ele que a gente não desse risada. Sempre tirava sarro de alguma situação, por mais difícil que ela fosse. É um menino de família. Honra e tem muito orgulho da família dele. A gente tinha uma reciprocidade de orgulho", afirma a mãe.
O estudante era casado com Lorena Coimbra Coelho e deixou um filho. Os dois estavam juntos desde que se conheceram na faculdade de Medicina, na Argentina. "A gente começou a namorar, depois de alguns meses eu engravidei. A gente voltou para o Brasil, fomos para Santarém (PA), que é a minha cidade", conta a esposa.
Após um ano no Pará, onde moravam com a família da esposa, o estudante conseguiu uma vaga no curso de Medicina em Taubaté e ficou mais perto da própria família. "Ele era amoroso, carinhoso, um pai maravilhoso, nunca me deixou sozinha com o neném, sempre me ajudou em todos os momentos. Ele era divertido, me fazia rir todos os dias. Era a alegria da casa", descreve Lorena.
Suspeito chegou a ser preso, mas foi solto após audiência
Oliveira havia sido preso em flagrante, mas foi solto após audiência de custódia realizada na última quinta-feira, 1º, na qual foi determinado o cumprimento de medidas cautelares, como comparecer a cada dois meses em juízo, permanecer em casa durante a noite nos fins de semana e dias de folga e não deixar a comarca por mais de 15 dias sem comunicar a Justiça.
A decisão também proíbe o bombeiro de se aproximar a menos de 100 metros dos familiares da vítima ou manter contato com eles. Oliveira teve ainda o porte de arma suspenso e deverá ser transferido para atividades administrativas na Polícia Militar.
No mesmo dia, o Ministério Público de São Paulo (MPSP) recorreu da decisão que concedeu liberdade provisória, pois considerou que as restrições são pouco gravosas diante do caso.
Além do MP, a Polícia Civil, segundo a TV, também pediu a prisão do bombeiro. Os pedidos ainda não foram apreciados pela Justiça.
Oliveira estava afastado da corporação e em licença sem vencimentos. Conforme o Corpo de Bombeiros, ele não exercia funções na região do Vale do Paraíba. Em nota, o 11º Grupamento de Bombeiros lamentou a morte do estudante, manifestou solidariedade aos familiares e amigos e afirmou esperar que o caso seja esclarecido pelas autoridades.
A defesa de Oliveira afirmou ao Estadão que acompanha as investigações e que apresentará seus argumentos com base nas provas reunidas durante o processo. Disse ainda que não comentará elementos específicos enquanto as diligências estiverem em andamento.
**Com informações do Estadão
Fonte: Portal Terra
Compartilhar
TAGS
Cidades Notícias


