Igor Gadelha

Após STF paralisar julgamento de Alexandre de Moraes, Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo iniciam reuniões com o governo Donald Trump

Igor Gadelha

16/09/2026 09:52

Vinícius Schmidt/Metrópoles

Um dia após o STF paralisar o julgamento de Alexandre de Moraes, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro e o influenciador Paulo Figueiredo iniciam, nesta quarta-feira (16/9), uma série de reuniões com integrantes do governo Donald Trump em Washington D.C.

As primeiras agendas da dupla, segundo apurou a coluna, serão nesta quarta com integrantes do Departamento de Estado americano. As reuniões continuam na quinta-feira (17/9), quando eles têm audiências marcadas com integrantes da Casa Branca.

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Em convenção, Trump pede que apoiadores "trapaceiem para caralho"
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Ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL)
VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
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Eduardo Bolsonaro
VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
A principal pauta das reuniões, segundo apurou a coluna, será o pedido de investigação contra Moraes no Caso Master, cuja análise foi adiada após pedido de vista do ministro Flávio Dino. Eduardo pretende levar detalhes da sessão do STF aos americanos.
Eduardo e Figueiredo tentam convencer o governo Trump a retomar as sanções da Lei Magnitsky contra Moraes e a incluir Dino na lista de autoridades punidas pelas sanções. Para bolsonaristas, a sessão do STF da terça abre uma janela de oportunidade para isso.
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Moraes já havia sido alvo da Lei Magnitsky em 2025. As sanções contra o ministro do Supremo, entretanto, foram posteriormente retiradas pelo governo americano após pedido de empresários brasileiros e de integrantes do governo Lula.
Dentro do governo Trump, porém, há uma ala que demonstra cautela com o timing da medida. O temor é de que a aplicação de sanções antes das eleições brasileiras acabe favorecendo Lula, ao reforçar o discurso do petista em defesa da soberania nacional.


