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Órgão foi responsável por autorizar participação de zagueiro em jogo de volta da semifinal da Libertadores, e rubro-negro se manifestou contrário na véspera

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Marcos Rojo durante semifinal entre Flamengo e Estudiantes — Foto: Pablo PORCIUNCULA / AFP

A final da Libertadores segue com pendências por conta do caso Marcos Rojo, que o Flamengo alega ter sido escalado irregularmente pelo Estudiantes na semifinal e assim tornar o adversário passível de eliminação. O clube argentino tinha até ontem para apresentar defesa à Corte Arbitral do Esporte (CAS), órgão que autorizou parcialmente a participação do defensor no jogo de volta disputado no Maracanã, e agora o rubro-negro e a Conmebol cobram agilidade para a marcação do julgamento definitivo.

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O Palmeiras já está garantido na decisão que acontece no dia 28 de novembro em Montevidéu, no Uruguai, e os lados envolvidos pedem nos bastidores que o CAS tome uma decisão final a tempo do jogo. O Flamengo confia que é possível ganhar a vaga — nos bastidores, o clube usa vários precedentes recentes como exemplo.
Ainda não houve anúncio de abertura de venda de ingressos para os clubes envolvidos na final, e o site da Conmebol segue sem data e horário confirmados para a partida. Uma reunião entre a entidade e o Estudiantes deve acontecer nesta terça-feira para tratar da comercialização para sócios, mas com uma incerteza de mudança pairando no ar.
Os jogadores do Flamengo desolados após a eliminação na Libertadores para o Estudiantes — Foto: Guito Moreto/Agência O Globo
Rojo foi contratado pelo Estudiantes no início do mês, mas teve rejeitada sua inscrição na semifinal da Libertadores, nem atuando no jogo de ida. Então, os argentinos apelaram ao CAS, que aceitou o recurso apresentado e liberou a participação de Rojo no Maracanã. A Conmebol não foi favorável à escalação de Rojo, mas acatou o entendimento da instância superior. O Flamengo acompanhou a situação de perto e se mostrou contrário à participação do zagueiro. Assim, manifestou-se oficialmente dentro do prazo estabelecido pelo regulamento, de até 24 horas após o fim da partida.
O que disse o CAS
Um trecho de um parecer recebido pelo Flamengo, ao qual o GLOBO teve acesso, mostra que o CAS recebeu dois pedidos do Estudiantes: um para utilizar Rojo, e outro para que não houvesse eventuais punições.
O primeiro pleito foi aceito, e o CAS autorizou a participação de Rojo na partida do Maracanã. Porém, a decisão foi feita em caráter provisório e sem a garantia de segurança, com o órgão alegando que não poderia dar imunidade a uma sanção que não existia e poderia nem existir. Portanto, a decisão precisaria ser feita por conta e risco do Estudiantes.
"Diante do teor das normas da própria CONMEBOL e das dúvidas que ela manifestou sobre sua aplicação, a Presidente Adjunta não considera que permitir cautelarmente a participação do jogador (Rojo) na partida comprometa a integridade da competição. A eventual influência da participação do jogador na partida não basta, por si só, para inclinar a ponderação de interesses contra a concessão da medida cautelar", autorizou o CAS.
"Não cabe, no âmbito deste pedido de medida cautelar, antecipar uma decisão sobre uma situação meramente hipotética. Sua rejeição não significa reconhecer a procedência de uma eventual sanção, sem prejulgar as questões que possam surgir caso ela venha a ser imposta. Não obstante, cabe ao Estudiantes e ao jogador realizar uma avaliação de riscos caso a decisão final do TAS não confirme a elegibilidade do jogador", completou.
Trecho da decisão inicial do CAS sobre o caso Rojo — Foto: Reprodução
Neste processo no CAS, o Estudiantes arrolou (citou) todos os semifinalistas da Libertadores (Flamengo, Palmeiras e Fluminense). Portanto, todos acompanham as notificações do caso. O rubro-negro já havia se manifestado contrário à escalação de Rojo antes da partida de volta da semifinal, disputado em 22 de outubro.
No dia 21, véspera do jogo, o Flamengo enviou documento ao CAS reforçando que, caso o Estudiantes utilizasse o jogador, seria por conta e risco. Da mesma, antecipando que o clube sofreria dano e faria o protesto na Conmebol.
"Subsidiariamente, deixe expressamente registrado que a eventual participação do Sr. Rojo ocorrerá por conta e risco exclusivos do Estudiantes, sem prejuízo dos direitos do Flamengo, incluindo o de apresentar uma reclamação por escalação irregular, conforme o artigo 24.1.b do Código Disciplinar da CONMEBOL, e o de obter as consequências esportivas cabíveis de acordo com a sentença final", diz trecho do documento do Flamengo acessado pelo GLOBO.
Segundo a imprensa argentina, o Estudiantes está confiante de que o parecer inicial do CAS foi suficiente para que a utilização de Rojo não gere punição, e que não deve haver mudança do resultado obtido em campo.
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