Dois fiscais do Partido Liberal (PL) foram levados à delegacia na manhã deste domingo (25/10), dia do segundo turno das eleições, por suspeita de boca de urna. Ambos tentava induzir eleitores a votar no candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL).Os dois casos ocorreram no Colégio Estadual Amaro Cavalcanti, no Catete, Zona Sul do Rio de Janeiro. As identidades não foram divulgadas.Em um dos casos, uma mulher foi conduzida à delegacia após ser acusada de tentar convencer eleitores a votar no candidato do PL. Segundo relatos, fiscais eleitorais foram acionados após reclamações e a mulher chegou a discutir com outros fiscais no local. Ela é suspeitaa por crimes de captação ilícita de votos e injúria. Leia também Na MiraPT e PL se manifestam após morte de jovem em carreata pró-Flávio Bolsonaro BrasilMoro vota no 2º turno e reforça apoio a Flávio: “Um aliado no Planalto” Minas GeraisCleitinho faz eleitores de Lula e Flávio se abraçarem antes de votar em MG Minas GeraisNikolas descarta ser ministro de Flávio e quer comando da CCJ na Câmara A mulher foi identificada pela equipe do local de votação como fiscal do PL, mas usava um crachá com a inscrição “delegado”.Apesar de as duas funções estarem ligadas ao acompanhamento da votação e à fiscalização de possíveis irregularidades, há diferenças: os fiscais atuam diretamente nas seções eleitorais, enquanto os delegados representam os partidos perante a Justiça Eleitoral e podem circular por diferentes seções para acompanhar os trabalhos.Em nota, a Polícia Militar do Rio de Janeiro (PMRJ) informou que equipes do 2º BPM (Botafogo) conduziram a mulher e o outro fiscal, após a confusão, à Delegacia da Polícia Federal (PF), na Praça Mauá. A ação ocorreu por determinação do juiz eleitoral da 16ª Zona Eleitoral. Os dois foram levados para prestar esclarecimentos.O segundo caso envolveu um homem, abordado no mesmo colégio eleitoral, também sob suspeita de tentar direcionar votos para Flávio. Ele foi detino. Em nota, o PL afirmou que não tinha conhecimento dos fatos e declarou que esse tipo de prática não faz parte do perfil de militância do partido.









