Chicó é um personagem da peça teatral Auto da Compadecida, posteriormente publicada em forma de livro, do escritor paraibano Ariano Suassuna. Na obra, Chicó mora no município de Taperoá, no estado da Paraíba, sendo representado como um homem covarde que vive contando mentiras. Trabalha para o Padeiro e é o melhor amigo de João Grilo, um "amarelo" que vive de enganar os outros. Em outras adaptações, Chicó é interpretado por Antônio Fagundes, em A Compadecida, e Dedé Santana, em Os Trapalhões no Auto da Compadecida. Já no teatro, Chicó foi interpretado por Armando Bógus, no elenco de 1967. Foi pelo ator Selton Mello na minissérie da TV Globo lançada em 1999, editada e lançada no seguinte como filme, ambas dirigidas por Guel Arraes, que o personagem se popularizou. Em 2024, Selton voltou a interpretar o personagem em O Auto da Compadecida 2, dirigido por Guel Arraes e Flávia Lacerda. Chicó também aparece na literatura de cordel (onde João Grilo surgiu), um desses folhetos é Presepadas de Chicó e astúcias de João Grilo, de Marco Haurélio. Em entrevista ao G1 da Paraíba, o primo de Suassuna, Manoel Dantas Vilar, disse que Chicó realmente existiu na vida real, sendo baseado em um homem que morava em Taperoá, mesma cidade que a história se passa, conhecido pelo mesmo apelido e costume de contar histórias do personagem.

“Chicó existia e morava em Taperoá. Morava lá para o lado do [sítio] Chã da Mata, no fim da 'rua grande'. - Manoel Dantas Vilar

Acabou se tornando um dos personagens mais icônicos e marcantes da literatura e do cinema do Brasil.

Características Chicó é o dono da icônica frase "Não sei, só sei que foi assim", que diz sempre que alguém aponta inconsistências nas suas histórias fantasiosas. É também conhecido pelo seu jeito covarde de lidar com as situações.

Referências